30/11/2019 / Ramon Cardoso

Política

Marcel van Hattem bate-papo em evento da CICS Farroupilha

Aproveitando passagem pela Serra Gaúcha do deputado federal Marcel van Hattem (Novo/RS), o presidente da CICS Farroupilha, Daniel Bampi, convidou o parlamentar para uma espécie de bate-papo mesmo, bem informal, ocorrido nesta sexta à tarde (foto acima, de Ramon Cardoso/Jornal Informante). Mais votado no município para a Câmara dos Deputados, Van Hattem fez 3.684 votos em Farroupilha que o ajudaram na expressiva votação, que ocupou a liderança na corrida a uma cadeira em Brasília, com 349.855 votos. Ele recebeu votos em todos os 497 municípios gaúchos.
Ainda se recuperando de uma fratura no pé sofrida durante o Kerb de Dois Irmãos, sua cidade natal, o jovem parlamentar, de 34 anos, falou sobre diversas questões que estão em pauta na Capital federal, manifestou suas impressões sobre política, Fundo Eleitoral, Governo Bolsonaro, situação atual, liberalismo econômico, prisão em segunda instância, emendas parlamentares, Sergio Moro e Paulo Guedes, reformas, funcionalismo público, reeleição, tecnologia, liderança do governo na Câmara, Supremo Tribunal Federal e Governo Leite, além de responder perguntas dos empresários farroupilhenses presentes ao encontro que aconteceu no Restaurante Parque dos Pinheiros. Confira os principais trechos da fala de Van Hattem abaixo.

Mais votado em Farroupilha
Fico muito contente em realizar essas visitas e retribuir o apoio que recebi. Fiz votos em todos os municípios gaúchos e fui o deputado federal mais votado em Farroupilha. Isso me deixa muito envaidecido. Gostaria de visitar todas as cidades gaúchas, mas todos sabem que isso é impossível. Fiz questão de vir a Farroupilha, onde obtive uma votação muito expressiva.

Fundo Eleitoral
Nós não somente votamos contra o aumento de recursos para o Fundo Eleitoral como somos contra o próprio Fundo. O partido Novo não utiliza recursos do Fundo, pois temos a convicção de que esses recursos necessitam ser aplicados em Saúde, Educação e Segurança Pública.

Governo Bolsonaro
O Novo tem uma posição de independência em relação a este governo como teria em relação a outro, mas concordamos com a grande maioria das ações do governo do presidente Jair Bolsonaro. A velha política não tem mais espaço em Brasília. Veja que todos os Ministérios foram escolhas do governo e não de indicações políticas. Claro que há muito resquício da política tradicional, mas as coisas estão mudando. O primeiro escalão do governo federal é muito competente. Bolsonaro reuniu ministros muito qualificados e que estão fazendo um grande trabalho.

Situação está melhorando
Não há dúvida que está. Poderíamos estar sendo governados pelo Fernando Haddad. Já pensaram? A Maria do Rosário como ministra dos Direitos Humanos e a Gleisi Hoffmann como ministra da Casa Civil? O incrível é que fomos governados por essas pessoas. Felizmente a população soube escolher bem e vivemos um outro momento. A população boliviana também acordou. Evo Morales renunciou e falou que foi golpe. Olhem a situação da Venezuela. Poderíamos estar a caminho dessa tragédia. O Brasil não só estava, nas gestões passadas, seguindo essa cartilha como financiava esses governos.

Liberalismo econômico
Costumo dizer que ninguém fez mais pelo liberalismo do que Dilma fez. Foi uma catástrofe. A participação da população nas ruas, desde 2013, foi decisiva para uma mudança de rumo que culminou com a eleição do Bolsonaro.

Prisão em segunda instância
Estamos próximos de obter, na Câmara, o número de assinaturas para as mudanças no Código de Processo Penal (CPP), que permite a prisão após condenação em colegiado. Eu sou favorável à prisão após primeira instância, como nos Países desenvolvidos, mas tudo bem. Contamos com 230 assinaturas de parlamentares e são necessárias 257. Mas isso também cabe a vocês, à população, fazer pressão para que os deputados assinem. Isso sem contar a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que está em tramitação e também trata do tema.  

Emendas parlamentares
Somos contra essa distribuição de recursos porque ela não é igualitária. Quem tem mais força acaba sendo beneficiado. Sei a situação dos hospitais e isso é algo que foi muito mal costurado em Brasília. Vejam bem, foi um acordo entre a Dilma (Rousseff, à época presidente) e o Cunha (Eduardo, presidente da Câmara dos Deputados), ou seja, coisa boa não podia sair daí. Os deputados pressionavam para a liberação das emendas e a Dilma cedeu, contanto que metade do valor fosse repassado à Saúde, desta forma, o governo federal diminuiu os 15% de repasse obrigatório, complementando o percentual com as emendas dos deputados. Acho que os recursos deveriam ser repassados ao Ministério da Saúde que, a partir da demanda, aplicaria valores onde fosse necessário.

Sergio Moro e Paulo Guedes
Vamos fechar o ano com redução expressiva no número de homicídios e precisamos aprovar o Pacote Anticrime do ministro Sergio Moro. Paulo Guedes é um dos grandes nomes do governo, muito competente, está criando as condições necessárias para o País se desenvolver.  

Reforma aprovadas e as em curso
Quem diria que um dia o brasileiro iria estar defendendo uma Reforma Previdenciária. A população está consciente da situação. Essa já passou e a próxima é a Reforma Tributária. Há necessidade de se simplificar os tributos e reduzir a carga, só assim o País voltará a crescer, tirando a população da informalidade e aumentando a arrecadação. O empresário que tem um comércio, reclama do ambulante que vende o produto que ele fornece na calçada, na frente da loja dele, local onde ele recolhe altos impostos, mas também é necessário perceber que este ambulante, embora ilegal, é claro, talvez não tenha outra forma de tirar o sustento da família. Por que não trazer ele para a legalidade? Ele pode até desejar isso, mas talvez não tenha condições nem conhecimento para tal. A guerra não está no formal x informal, mas está em quem deseja trabalhar x Estado. O grande problema da questão é o Estado e, aos poucos, as pessoas começam a entender isso. A Reforma Política também é muito necessária, mas ela deve ficar para o terceiro ano do governo. Eu defendo a possibilidade de criação de partidos no plano municipal, depois regional, estadual e federal. Muitos não ingressam na área justamente por isso, para não entrar numa sigla que está vinculada a determinado político.

Funcionalismo público
Existe gente muito qualificada no funcionalismo público, mas outros que deixam muito a desejar. O Guedes está buscando criar regras para que o serviço público, de fato, funcione. Não é mais possível um funcionário ingressar na esfera pública e não ter qualquer tipo de avaliação, desfrutando de uma estabilidade eterna. Uma alternativa seria um período probatório maior e, além disso, avaliações periódicas.

Reeleição para o Executivo
Eu não tenho uma posição taxativa quanto a ser contra a reeleição. Eu sou contra o governante utilizar toda a máquina a seu favor na campanha, isso sim está errado. Se aumentar o mandato para cinco ou seis anos... imaginem o PT ocupando o governo durante todo esse período, se em quatro anos já conseguem fazer um estrago grande, imagina com um tempo maior de governo.

Revolução tecnológica
Ela está aí. O presidente foi eleito sem dinheiro, usando as redes sociais, fazendo uso de uma linguagem politicamente incorreta. Hoje isso permite algo que não existia no passado, que é um eleitor falar diretamente com seus representantes. Qualquer um pode me mandar um tweet cobrando algo. Isso aproxima o eleitor do eleito.

Líder do governo na Câmara
É um trabalho que consome muito do meu tempo, acredito que a maior parte dele. Acho que uns 20% do tempo eu acabo utilizando para o meu mandato e o resto é nestas discussões que envolvem os demais partidos e a agenda do governo. Mas é assim mesmo.

Supremo Tribunal Federal
A decisão do Supremo, de não permitir prisão após condenação em segunda instância, foi irresponsável. Não é sobre o Lula, é sobre traficantes, homicidas... gente perigosa que está sendo liberada da prisão. O papel do Supremo precisa ser revisto. Ele é uma corte constitucional, mas está hiperatrofiado. Faz tempo que é uma corte criminal para quem tem foro privilegiado. Hoje é uma espécie de poder moderador que, em muitas situações, tem inclusive legislado. Há necessidade de se rever suas prerrogativas, suas funções e de maneira urgente.

Governo Eduardo Leite
Todos sabem que eu votei no Mateus Bandeira no 1º turno e no José Ivo Sartori no 2º, mas torço para que o Eduardo Leite faça um bom governo. Ele tem condição para isso, mas não está conseguindo realizar as promessas de campanha. Muitos de seus projetos são bons, mas eles sofrem resistência das corporações que estão buscando manter seus privilégios. Ele está refém dessas corporações.

 

 

 

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