26/06/2017 / Ramon Cardoso

Especial

Full Metal Jacket: dia de celebrar 30 anos de um poderoso estudo de guerra

Nesta segunda, um dos grandes clássicos de guerra completa três décadas de existência. Em 26 de junho de 1987, “Full Metal Jacket” era lançado nos Estados Unidos. Dirigido pelo lendário Stanley Kubrick, a obra imortalizou cenas e personagens na Sétima Arte, como o impiedoso sargento Hartman (Lee Ermey, na foto acima).
Roteirizado por Kubrick e que teve o auxílio de dois jornalistas: Michael Herr, que esteve no Vietnã como correspondente da revista “Esquire”, e de Gustav Hasford, que serviu como fuzileiro naval na guerra e escreveu suas experiências no romance “The Short-Timers”, de 1979, obra que serviu de inspiração para o filme.
Através das memórias do soldado Piadista, a Guerra do Vietnã é vista a partir do rigoroso treinamento na Ilha Parris, na Carolina do Sul, um centro de instrução para a formação dos fuzileiros americanos, destaque da ótima primeira parte do filme, onde os recrutas se submetem aos caprichos do sargento Hartman.
Na metade final, a trama retrata o Vietnã, mas diferente de outros clássicos de guerra, como “Platoon” e “Apocalipse Now”, Full Metal Jacket é uma obra que retrata uma guerra mais urbana, especialmente nos ferrenhos combates durante a disputa pelo domínio de Hué, a Cidade Proibida do Vietnã e que foi Capital do País até 1945.
Na próxima sexta, na Edição 492, o Jornal Informante presta uma homenagem ao clássico com uma resenha dupla: do filme de Kubrick, na seção Sétima Arte, e do livro de Hasford, na seção Primeiro Parágrafo. Na versão traduzida, o filme e o livro foram intitulados “Nascido Para Matar”, que não deixa de ser uma definição adequada para o horror vivido em solo vietnamita.   

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